fantasia de bruxa
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Relato do Exu Corcunda

Correndo gira após um alerta, vi que uma pessoa na casa estava estudando bruxaria. Havia uma mistura de deuses, ervas e adaptações sem qualquer fundamento. As energias prenunciavam que ia dar muita merda por ali. Como Exu encarregado da proteção das pessoas por ali, alertei, expliquei mas de nada adiantou. O orgulho da própria ignorância, a arrogância devida aos preconceitos, acreditando de deuses e demônios de civilizações brancas são muito melhores do que os Orixás ou Exus, ou deuses orientais. Racismo! Diante do Livre Arbítrio que devo respeitar, recuei. Deleguei a proteção somente aos que me ouviram.

Exu Corcunda

Problemas do modismo dos cursos de magias

Em primeiro lugar, estudar magia não é só aprender receitas de feitiços, elementos e procedimentos. Há uma série de fatores que podem determinar o real aprendizado, com a evolução espiritual e, segurança. O fator mais importante é a ÉTICA.

Ética

Este princípio de respeito e auto controle, que delega proteção aos envolvidos, que determina um caminho correto para o aprendizado da magia, sem falsas promessas, charlatanice ou engôdos visando somente o dinheiro dos encautos.

Por princípios éticos, nem todo o tipo de magia deve ser ensinada antes de que o aluno esteja preparado. O aluno deve ter um patamar moral e ético que lhe possibilite certos procedimentos mais avançados e mais perigosos sem que haja riscos descontrolados.

Muitas escolas de magia aceitam alunos apenas pelo dinheiro, Criam um conjunto de historinhas retiradas de outras historinhas, sem qualquer fundamento só para atrair alunos e renda. Essa falta de ética tem grandes problemas!

Exu Corcunda

Deuses e demônios

Tem cursos de magia que estudam deuses antigos só por pura decoreba e suas funções na natureza de forma bem simplória. Em resumo, aprendem o nome de um certo deus mitológico de uma região ou época e, logo em seguida associam o que ele pode fornecer. O deus ou deusa fulana de tal é bom para dinheiro, outro para amor. Basta oferecer alguns itens organizados em enfeites bizarros e rituais puramente inventados.

Representação de Astaroth

Num sentido mais antropológico, os deuses de uma certa era ou região geográfica estão diretamente associados à cultura, ao idioma local, valores éticos para a época, regras e procedimentos magísticos para o que havia disponível.

O que devemos observar?

  • a tradução direta de receitas e orações e invocações não funcionam se cada frase ou palavra não for acompanhada de um estudo linguístico sério. Palavras tem significados e significantes diferentes e que mudam ao longo do tempo.
  • elementos mágicos da época podem não existir hoje em dia, ou estarem muitos alterados.
  • símbolos ganham ou perdem valor ao longo da alteração cultural.
  • O que é um resultado positivo e próspero na época do deus ou deusa cultuado?
  • Uma energia antiga entenderia o seu pedido hoje em dia se os valores morais e financeiros mudaram drasticamente?

Relato de erros

Mulher já tinha desvios éticos por conseguir um marido através de uma amarração. Ao ser arrastada à escola de magia, faziam rituais aleatórios para deuses e deusas regados à pesquisa de magia sem qualquer fundamento. Misturavam deuses gregos com romanos, celtas e nórdicos. Vi uma festa de receitinhas e orações totalmente equivocadas, invocações que só atraíam quiumbas e zombeteiros. A cada dia uma nuvem negra encobria a mulher até ficar vulnerável à toda sorte de quiumbas. Tirei o marido, desfazendo a amarração e, acompanho a vida dela se desmoronar. Desvio sexual que já lhe causou contaminação de doenças, perda de emprego e vida sendo conduzida à perdas por invocações se saber o mínimo. Uma desgraça sem volta!

Exu Corcunda

Sei ler o futuro? Não! Mas sei que o agrupamento de energias das magias erradas não tem como dar bons resultados, já que o que começa errado não tem como dar certo. Como as porções do amor fielmente elaboradas segundo orientações de magistas que só pensavam no dinheiro dos ingredientes. O que essas porções atraíram? Homens infectados, portadores de energias tão negativas que ao copularem por puro prazer sem amor, alimentaram demônios atraídos pelas invocações erradas.

Exu Corcunda

Como se dá uma invocação errada

Todo magista sério sabe que o trabalho espiritual assistido por qualquer espírito precisa de banimentos, proteção e, ética, ou até mesmo a falta de ética intencional quando o trabalho é para destruir alguém, roubar ou levar vantagem.

Invocações erradas não “trazem” as energias corretas para o planejado, logo, só chegam “zombeteiros” e “demônios” muito diferentes. E o que fazer neste momento? Como identificar? Como tais cursos vivem de “oba-oba”, tudo pode parecer maravilhoso e positivo. Mas quase sempre (99% dos casos) acaba em erros incorrigíveis. De grande cobrança espiritual, com a Lei do Retorno (Causa e Efeito) agindo de forma implacável.

Uma vez um banho, traduzido errado só para destacar, pedia fava de baunilha. Como a fava de baunilha tem um preço proibitivo para a maioria das estudantes de magia, uma delas teve a intuição de trocar o elemento por gengibre em pó. Só para lembrar que: baunilha é uma fava, dá numa planta trepadeira e, gengibre é um tubérculo numa raiz de uma planta terrestre e nasce sob o solo. Há um erro grosseiro de fundamento. Em nada há semelhança que sustente a lógica da tal troca. Nem no aroma, no sabor ou reação degustativa ou no odor. O gengibre é agressivo, arde, enquanto a baunilha é doce e atrativa.

Ao orarem para energizar o tal banho, os seres atraídos estavam mais para destrutivos, confusos e se embrenhando em tudo que era ácido, nojento e negativo. Inclusive nas vaginas que no momento estava mais ácidas, pois não havia nenhuma cuidado quanto a menstruação. Dias depois as mulheres reclamaram de infecções, ardência e incômodos nas regiões íntimas.

Exu Corcunda

Demônio da antiguidade tem função hoje em dia?

Nem todos! Alguns demônios não tem qualquer função hoje em dia, pois os elementos que regem, os valores e identidade não existem mais. O que é riqueza hoje em dia não representava nada na época de maior atividade dessas entidades. O que adianta fazer um ritual para riqueza imediata e a entidade lhe dá uma dúzia de cabritos e você não entende nada, não sabe nem como transformá-los em dinheiro.

Já atendi uma pessoa que tinha feito um ritual para conseguir um carro. Foi passar as férias no interior e ganhou uma carroça numa rifa. A entidade sabia o que era um automóvel, mas por ser uma zombeteira, fez o que sabia fazer: zombar!

Exu Corcunda

Vi muitos casos de invocações em que tudo foi feito de forma correta. A entidade se manifestou, até se fez visível aos magistas. Só que eles não sabiam tratar com a arrogância da entidade. Acabaram por serem dominados por ela.

Exu Corcunda

Tomem muito cuidado com o curso de magia em que se meteram. Observe se o professor tem princípios éticos, se há entendimento antropológico, linguísticos e, respeito para com as culturas.

É bem melhor aprender magia em religiões mais simples e que as entidades, deuses e energias tenham algum sentido hoje em dia do que as religiões baseadas em valores a muito tempo perdidos. Algumas pessoas tem preferência por religiões europeias por puro preconceito e nem sabem o que estão fazendo. O que adianta brincar de druída se nem sabe falar o idioma da época, nem tem os elementos da época?

Pense!

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