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O que é magia?

Em primeiro lugar temos que lembrar o conceito de magia, para entender melhor a respeito sobre as supostas diferenças entre magia. Há adeptos das artes mágicas que defendem suas ordens iniciáticas qualificando suas doutrinas em branca, negra etc.

Exemplo de círculo mágico numa invocação

Magia nada mais é do que a arte do conhecimento, na qual, inserida numa sociedade com falta de conhecimento. Uma lâmpada de led de hoje em dia seria uma magia na Idade Média, o domínio da arte de fazer fogo era considerado magia por outras culturas que desconhecesse o processo.

Magia e o ego

Como a magia é uma arte dominada por humanos e, humanos tem vontades e atitudes determinadas pelo ego, logo as artes mágicas sofreram grande interferência de cada mago. Se um determinado objeto satisfaz o ego, uma receita mágica atende seus desejos ou lhe dá algum poder.

O importante é observar a relação de poder entre um mago e a comunidade alimenta o ego e, na manutenção desse ego há a arbitrariedade sobre o que é importante ou não na magia.

Negra ou Branca, qual é a diferença?

A diferenciação entre esses dois tipos de magia está somente no ego dos praticantes de magia. Há os que afirmam que magia negra envolve sacrifícios de animais, destruição de pessoas, espíritos baixos etc. Os adptos da magia branca afirmam que tal prática só envolve elementos “inofensivos”, não sacrificam animais blá blá blá.

Na verdade na magia NÃO EXISTE qualquer diferença entre as práticas, magia é magia. Não é pior só por que é negra ou melhor por que é branca. Lembrando dos preconceitos eurocentristas nos quais tudo que é negro é ruim, pior ou inferiro e, branco, melhor, mais puro e mais correto ou, mais ético.

A mesma relação egóica humana também foi aplicada às outras religiões, como Umbanda Branca, Seara Branca etc. Cada um dá o nome que quer à sua seita, religião ou grupo magístico. É óbvio que tais denominações associadas ao termo “branco” busca algum tipo de superioridade, de atração de camadas sociais carregadas de preconceitos para com práticas religiosas de camadas mais pobres.

Exemplos

CASO 1: Maria, muito católica e devota de Santa Efigênia, se viu rejeitada por um homem que já estava comprometico com outra mulher e de casamento marcado. Uma senhora benzedeira indicou uma simpatia para Santa Efigênia para ser feita na igreja. Alguns dias depois o tal homem a procurou, desfez o compromisso com a noiva e, em menos de seis meses Mairia estava casada.

Logo de cara há uma série de fatores que indicam que a Maria fez uma “magia branca”, não usou animais, nem símbolos demoníacos, nem rituais macabros.

CASO 2: José, pai de quatro filhos, diagosticado com câncer e deseganado, relatou a sua preocupação com o futuro dos filhos, pois não tnha acumulado dinheiro, a casa ainda não estava totalmente paga, a esposa não tinha condições de arcar sozinha com as despesas pora ganhar pouco. O amigo ao ouvir tal lamento, chamou José para ir até um pai de santo ali perto. O sacerdote olhou fixamente para José, conduziu-o até um canto do quintal, recolheu algumas folhas, passou pelo corpo de José. Pegou um galo, passou pelo corpo de José seguido de algumas rezas, girou em volta da região como câncer e, soltou a ave. Em questão de minutos o galo ficou apático, sentou no local e morreu. A doença de José não evoluiu, permitindo que os médicos pudessem curá-lo.

Querendo ou não, houve um processo mágico, houve o sacrifício de um animal e, diante da terminologia, pelo preconceito para com pais de santos, logo há a associação com magia negra.

No caso da Maria houve um desrespeito ao livre arbítrio da paixão da vida dela, causou prejuízos financeiros e morais, porém, no caso de José, apesar do julgamento pelo procedimento mágico, quatro crianças tiveram a oportunidade de se educarem, serem criados pelo pai, não passaram fome.

A ética e livre arbítrio

A diferença fundamental entreos dois tipos de magia está na ética envolvida, na intensão colocada no ato mágico, na quebra do livre arbítrio. Para o universo não há diferença de magia, só existe magia! O certo e errado não está no processo, no método e elementos utilizados, mas na INTENSÃO.

Se a magia implica em trazer alguém contra a vontade dela, obter algo que não é seu de direito, ou mérito, a magia é destrutiva, para não contrariar o conceito de que não há diferenças entre magias.

É comum magistas afirmarem que fazem magia banca nas amarrações. Só pelo simples fato de ser uma amarração se maia branca ou negra não importa. A amarração já diz tudo, amarrar! Quando se amarra, limita movimentos, aniquila a vontade própria do alvo da magia.

Amarração infalível com magia negra, com magia branca, amor em três dias, nada disso importa. Quebrou o Livre Arbítrio, obteve algo que não seria seu por direito ou mérito, é uma magia muito negativa.

Considerações

Despindo dos preconceitos e, observando algumas variantes da prática mágica, sob a luz da ÉTICA e da MORAL, não há diferença alguma entre magia branca ou magia negra. A intensão e os objetivos finais é que definem qual categoria a magia pertence, porém, sem os termos branca ou negra.

O ideal seria classificá-la como positiva ou negativa, fora do conceito euroêntrico do bem associado ao branco e, mal associado ao negro.

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